Rio 247 - O candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PSC, Flávio Bolsonaro, afirmou que "ninguém mais do que" o seu pai e deputado federal, Jair Bolsonaro (PSC), "defende as mulheres contra o estupro". O parlamentar é réu no Supremo Tribunal Federal por incitação ao estupro e injúria contra a deputada Maria do Rosário em 2014, quando, no Congresso Nacional, ele disse que não estupraria a ex-ministra porque ela não merecia.
Ele reforçou que seu pai defendeu a "redução da maioridade penal para um menor estuprador, o Champinha". "Ele sequestrou um casal, a Liana Friedenbach, ele sequestrou por cinco dias, torturou, estuprou, depois decepou a cabeça dessa garota. Um negócio surreal, monstruoso. E ele [Jair Bolsonaro] dando entrevista defendendo que esse marginal fosse punido como adulto, porque ele não pode se escudar na idade cronológica dele, a Maria do Rosário interrompe a entrevista dele e xingando de estuprador, ofende de estuprador, e ele reage de uma forma irônica", disse. "Você tem ideia do que é ser ofendido como estuprador?", questionou.
Segundo Flávio Bolsonaro, o seu pai "é uma pessoa que defende muito mais as mulheres que a própria Maria do Rosário e de outras candidatas que se aproveitam de bandeiras legítimas para explorar um segmento politicamente". "Ele tem projeto lá para castração química de estuprador. Inclusive quem fez o projeto para ele fui eu, porque eu pesquisei que em alguns países da Europa, onde o estuprador se submete a esse tratamento hormonal, a redução da reincidência é de 90 para 3%", disse.
Propostas
Dentre as propostas citadas pelo deputado estão a criação da Secretaria Especial do Empreendedorismo, do Emprego e da Desburocratização. Flávio Bolsonaro estabeleceu como meta da pasta a “análise de toda legislação carioca em busca de leis interventoras inúteis, redundantes ou encarecedoras da atividade empresarial”. A entrevista foi concedida ao RJTV.
Depois de ser lembrado que seu pai é deputado federal há 26 anos, que o próprio candidato está na Assembleia Legislativa há 14 anos e que seu irmão é vereador há 16 anos, Flávio foi questionado por que não aproveitou todo esse tempo para avaliar a legislação.
"Mas nós fizemos. Na Assembleia, eu fiz isso. Junto com uma comissão especial que a gente criou com o deputado Pedro Fernandes, que, inclusive, foi o presidente, nós fizemos a proposta de enxugamento, na verdade, de aglutinação dessa legislação. E a gente usava o exemplo de umas farmácias. Todos as exigências de cartazes que tinham disponíveis, pendurados, códigos, uma série de informações aos consumidores, que eram inúteis, inviabilizavam a atividade, atrapalhavam", acrescentou.
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